Meu “primeiro” carro.

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Depois de falar um pouco sobre como foi a experiência na Itália, acabei percebendo que havia me esquecido completamente de falar sobre o meu “primeiro” carro.

Como disse, minha paixão por carros começou por lá. O Senna ganhando tudo na F1 e eu ganhando tudo nas minhas corridas imaginárias no chão do meu quarto. Tudo bem que uma vez ou outra eu batia o carro em algum acidente super fenomenal. Mas era só pra quebrar a monotonia de vencer toda corrida. Afinal, eu era só um ser humano.

Mas o meu sonho ainda estava para virar realidade.

Confesso que eu não lembro bem como que aconteceu, mas aconteceu. Havia um carro abandonado na casa de um dos nossos primos e eu, depois de muita insistência, consegui a autorização deles para brincar nele. Finalmente poderia sentar no cockpit, colocar meu capacete personalizado com as cores que escolhi e sentar o pé no acelerador.

Bem, não foi bem assim. Se eu alcançasse o pé no acelerador, não conseguia alcançar o volante. E sentado eu não conseguia ver nada a frente. Então inovei. Fui o primeiro piloto a dirigir em pé. Isso mesmo! O acelerador eu adaptei, era controlado pela mente. O freio? Nunca precisei.

Infelizmente eu era tão rápido, mas tão rápido, que nunca conseguiram bater uma foto minha. Nas únicas que têm, estou ensinando minha irmã a dirigir o bólido. Mas deu para ver que o mal não era de família. Ela sempre teve o braço duro.

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Aqui, como podemos ver, o carro – um Fiat 500 de mil-novecentos-e-bolinha – está prestes a entrar no pit stop. Nesse momento eu estava dando as instruções para que minha irmã pudesse manobrar o carro a fim de ajudar os mecânicos, que por azar do destino, não apareceram na foto.

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Já nessa – e infelizmente última foto registrada – eu vou para o banco traseiro para ajudar minha irmã a sair com o carro. Como disse, ela era muito braço duro. Mas eu sempre fui um irmão legal e incentivei ela. Percebe que eu sou tão legal que até troquei de capacete com ela, para que ela realmente se sentisse como uma campeã.

Foi um dia memorável.

Alguns meses depois infelizmente tive que encerrar minha promissora carreira automobilística devido a uma cirurgia que fiz no olho por conta do estrabismo de nascença. O Brasil perdeu talvez o seu melhor piloto.

Desde então me foquei como comentarista. Continuo muito promissor.

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One thought on “Meu “primeiro” carro.

  1. Pingback: My “first” car. | Lada Road Trip

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